quinta-feira, 29 de março de 2007

Resumo - O Monge e o Executivo - 2ª parte

Capítulo 2 - O Velho Paradigma

"Se você não mudar a direção, terminará exatamente onde partiu." - Antigo Provérbio Chinês

Na primeira reunião do dia, bem cedo, Simeão fala sobre o problema de John não prestar muita atenção quando alguém está falando.

Ele responde que apesar de não ter prestado muita atenção, não é assim que se sente. "Tenho muito respeito por você, Simeão.

Seus sentimentos de respeito devem se expressar através de suas ações de respeito, John.

Acho que tenho que trabalhar isso - responde John.

Simeão continua: John, levei muito tempo pra aprender que não são as coisas materiais que nos trazem alegria na vida. Olhe em torno de nós. Os maiores prazeres da vida são totalmente grátis. Pense no amor, no casamento, na família, nos amigos, filhos, netos, no nascer e pôr-do-sol, nas noites de lua, nas estrelas brilhando, nas criancinhas, nos dons do tato, gosto, olfato, audição, visão, boa saúde, nas flores, lagos, nuvens, sexo, na capacidade de fazer escolhas e na própria vida. Todos são grátis, John.

No início da aula, o sargento e Greg e o pregador Lee discutem sobre o que é paradigma.

Simeão assume a direção: Paradigmas são simplesmente padrões psicológicos, modelos ou mapas que usamos para navegar na vida. Podem ser valiosos e até salvar vidas quando usados adequadamente. Mas podem se tornar perigosos se os tomarmos como verdades absolutas, sem aceitarmos qualquer possibilidade de mudança, e deixarmos que eles filtrem as novas informações e as mudanças que acontecem no correr da vida. Agarrar-se a paradigmas ultrapassados pode nos deixar paralisados enquanto o mundo passa por nós.

John acrescentou: Li em algum lugar que não vemos o mundo como ele é, mas como nós somos O mundo parece muito diferente dependendo de nossa perspectiva.

Simeão ainda falou: As pessoas tem dificuldade de mudar, pois as mudanças nos desinstala, nos tira da nossa zona de conforto e nos força a fazer as coisas de modo diferente, o que é difícil. Mas o progresso contínuo é fundamental, tanto para as pessoas quanto para as organizações, porque nada permanece igual na vida. A natureza nos mostra claramente que ou você está vivo e crescendo, ou está morrendo, morto, ou declinando.

Simeão foi ao quadro e escreveu exemplos de velhos e novos paradigmas:


VELHO PARADIGMA >>> NOVO PARADIGMA

Invencibilidade dos EUA >>> Concorrência global
Administração centralizada >>> Administração descentralizada
Japão = produtos de má qualidade >>> Japão = produtos de boa qualidade
Gerenciamento >>> Liderança
Eu penso >>> Causa e efeito
Apego a um modelo >>> Melhoria contínua
Lucro a curto prazo >>> Lucro a curto e longo prazos
Trabalho >>> Sócios
Evitar e temer mudanças >>> A mudança é uma constante
Está razoável >>> Defeito zero


Simeão então pediu exemplos de paradigmas predominantes nas organizações de hoje em dia. O sargento Greg foi rápido: Administração no estilo piramidal. O vértice pra baixo. Faça o que eu digo. Viver sob a regra de ouro, que diz: "Quem tem o ouro faz as regras".

Simeão foi novamente ao quadro e desenhou uma pirâmide. E a partir dos exemplos dados pelos alunos, dividiu-a em 5 partes, que vão do topo (Presidente/General) à base (Empregados/Soldados):


VELHO PARADIGMA:

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1 Presidente/General
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2 Vice-Presidentes/Coronéis
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3 Gerentes Intermediários/ Capitães e Tenentes
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4 Supervisores/Sargentos
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5 Empregados (associados) / Soldados (tropas)

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Cliente/Inimigo



Nesse modelo, os empregados são as pessoas mais próximas do cliente. Quer dizer, o presidente pode até conhecer os clientes pessoalmente, mas o mais importante é o produto que é vendido, o que está na "caixa" quando o cliente abre. E a última pessoa que tocou na caixa foi o trabalhador (empregado). Isso os faz mais próximos dos clientes.

Teresa acrescenta: Sim, ouvi dizer que os executivos se sentem muito sozinhos no topo. Mas todos os outros também estão sozinhos, porque cada um está tratando de executar o seu trabalho. Nesse tipo de organização, todos estão olhando pra cima, para o chefe, e longe do cliente.

Simeão voltou ao quadro e inverteu a pirâmide:


NOVO PARADIGMA:


Cliente
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1 Associados (empregados)
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2 Supervisores
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3 Gerentes intermediários
--------------------------------------
4 Vice-Presidentes
-------------------------
5 Presidente
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Simeão pediu paciência a Greg e começou a explicar:

Imaginem um sistema como esse, cujo foco fosse servir o cliente. Imaginem como mostra a pirâmide, uma organização onde os empregados estivessem na linha de frente servindo aos clientes e garantindo que suas verdadeiras necessidades estivessem sendo satisfeitas. E suponha também que o supervisor da linha de frente começasse a ver os empregados como clientes e se dedicasse a identificar e preencher suas necessidades. E assim por diante, pirâmide abaixo. Isso é um novo paradigma, reconhecendo que o papel do líder não é impor regras e dar ordens à camada seguinte.

Em vez disso, o papel do líder é servir.

O verdadeiro líder têm que limpar os obstáculos para a camada seguinte, que por sua vez têm que passar isso adiante, até chegar ao empregado, que entregará o produto ou serviço de maneira eficiente para o cliente. Isso é bem diferente de "ditar regras" sem ouvir.

Isso não quer dizer que um líder permitirá tudo numa empresa. Um líder deve estar sempre mais preocupado com as necessidades do que com as vontades.

Por exemplo, satisfazer a vontade de um empregado, seria dar um aumento de salário que não condiz com a receita da empresa. Logo, a empresa estaria falida.

Mas é complicado identificar as verdadeiras necessidades de uma pessoa ou empregado. Então eles traçaram novamente uma pirâmide que mostra o caminho das necessidades mais básicas de qualquer ser humano até o topo, que seria a auto-realização.


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1 Auto-realização
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2 Auto-estima
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3 Pertencimento e amor
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4 Segurança e Proteção
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5 Comida, água e moradia
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Uma vez atendidos os dois níveis básicos de necessidades (4 e 5), os sentimentos de pertencer à empresa e de ser amado tornam-se necessidades incentivadoras. Uma vez satisfeitas essas necessidades, o estímulo vem da auto-estima, o que inclui a necessidade de se sentir valorizado, tratado com respeito, apreciado, encorajado. Por fim, a necessidade passa a ser a de auto-realização, que muitos lutaram para tentar definir. Auto-realizar-se é tornar-se o melhor que você pode ser ou é capaz de ser. Nem todos podem ser o melhor aluno da escola ou o presidente da empresa. Mas podem ser o melhor empregado, jogador ou estudante possível.

Bom, pra terminar o resumo deste segundo capítulo, achei interessante acrescentar uma frase que recebi na empresa onde trabalhei:

"Chegou a hora de crescer. Crescer não consiste em ser melhor que os semelhantes e superá-los, e sim superar a si mesmo. Isso ajuda a pessoa a crescer melhor e mais forte. Este é o verdadeiro sentido da nossa vida".

6 comentários:

EDER disse...

esse livro é muito bom obrigado por ter produzido e desenvolvido estou muito feliz em saber que com ele vou aprender a crescer obrigado a todos e muito satisfeito com o conteudoo




eder moreira(estudante de gestão em seg.empre.)

Aline disse...

Esse livro é muito bom, por enfatizar a maneira q um lider deve agir em sua empresa, pois ele valoriza o RH das empresas, mostrando a importancia da influencia da liderança nas pessoas, ja q essas são o capital mais valioso da organização.

Janete disse...

Esse livro é excelente, ajuda-nos a sermos líder na essência.
Janete Cavalcante ( estudante de enfermagem).

NASCIMENTOLIMA disse...

Este livro é muito bom, todo lider deve ter estas características, obrigado pelo resumo

MARI disse...

ESTE LIVRO É MARAVILHOSO.EU LERIA NOVAMENTE.ELE VALORIZA O SER HUMANO E FORMA UM GRANDE LÍDER.
MARINEIDE

branca disse...

eu precisava muito ler este este livro mas não tive tempo, gostei muito do resumo e ainda pretendo ler o livro , mas o resumo me troxe uma noção muito grande e me ajudou bastante no que eu precisava, obrigado

kerin cheilane, estudande de ciências contábeis.